segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Futebol Nacional - Parte I

Prometi a mim mesmo nunca falar de futebol neste meu blogue, mas não consigo cumprir essa promessa, porque, mais uma vez, o meu clube foi literalmente roubado nas últimas jornadas.
O meu clube é o GLORIOSO, Sport Lisboa e Benfica!
Esta é a Parte I, pois tenho a certeza que vamos ser mais vezes roubados durante a presente época desportiva.
Aqui vai o meu desabafo!
Que não se marquem dois penaltis contra o fcp, eu até aceito (ou não!!!), mas roubarem golos claros ao meu clube é que não!!!
Há duas jornadas atrás, estávamos a vencer o setúbal por 2-1 e o Reyes sofre uma falta por trás para cartão vermelho, mas o árbitro dá a lei da vantagem, pois a bola ficou em posse de um jogador do SLB e quando estamos a rematar para dentro da baliza, fazendo os 3-1, anula-se a lei da vantagem e marca-se a falta anterior, mas o cartão fica no bolso, quanto mais não seja, era o segundo amarelo ao Sandro, logo o setubal a meio da segunda parte ficaria reduzido a 10 unidades, mudando o jogo, não havendo verdade desportiva, empatámos 2-2, mesmo no último minuto.
Na última jornada, contra o nacional, no último minuto, canto para o SLB, cabeçada de Yebda bate na mão do defesa do nacional, mudando a trajectória da bola (dentro da área), lance dividido entre Miguel Victor e defesa do nacional, onde o jogador do SLB fica caído no chão a contorcer-se de dores, depois desta confusão, a bola bate na mão de Miguel Victor (que tinha ficado caído no chão a contorcer-se de dores) e sobra para Cardozo que remata para golo, sendo este anulado por pretensa mão de Miguel Victor (que tinha ficado caído no chão a contorcer-se de dores). Explicação do árbitro Pedro Henriques: "Mudou a trajectória da bola, logo é falta atacante, golo bem anulado", e a mão do defesa do nacional no início do lance??? também mudou a trajectória da bola, logo é penalti, certo??? não, errado, o critério já não é o mesmo!
E pergunto eu, qual é o critério, afinal?
Respondem todos os árbitros portugueses: O critério é o que nos der jeito na altura.

E cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas!!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Recebido por e-mail - III

CLARA FERREIRA ALVES, Artigo demolidor.

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido. Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade pofissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades. Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca
- Clara Ferreira Alves - Expresso

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso.
Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas.
Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Recebido por e-mail - II

Orgulho em ser Branco

Quantas pessoas estão actualmente a prestar atenção a isto? Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos, Americanos Árabes, etc.
E depois há os apenas Americanos.
Vocês passam por mim na rua e mostram arrogância. Chamam-me 'White boy', 'Cracker', 'Honkey', 'Whitey', 'Caveman' ... e está tudo bem.
Mas quando eu vos chamo Nigger, Kike, Towel head, Sand-nigger, Camel Jockey, Beaner, Gook, or Chink, vocês chamam-me racista.
Quando vocês dizem que os Brancos cometem muita violência contra vocês, então por que razão os ghettos são os sítios mais perigosos para se viver?
Vocês têm o United Negro College Fund.
Vocês têm o Martin Luther King Day.
Vocês têm Black History Month.
Vocês têm o Cesar Chavez Day.
Vocês têm o Yom Hashoah.
Vocês têm o Ma'uled Al-Nabi.
Vocês têm o NAACP.
Vocês têm o BET [Black Entertainment Television] (tradução: Televisão de Entretenimento para pretos) .
Se nós tivéssemos o WET [White Entertainment Television] seriamos racistas.
Se nós tivéssemos o Dia do Orgulho Branco, vocês chamar-nos-iam racistas. Se tivéssemos o mês da História Branca, éramos logo taxados de racistas.
Se tivéssemos alguma organização para ajudar apenas Brancos a andarem com a sua vida para frente, éramos logo racistas.
Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.
Quem paga por isto?

Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher de outra cor pode ser a Miss America.
Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos, éramos logo chamados de racistas.
Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios para Negros. Se nós tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.
Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos nossos direitos seriamos logo apelidados de racistas.

Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm medo de o demonstrar publicamente.
Mas se nós dissermos que temos "Orgulho Branco", vocês chamam-nos racistas.
Vocês roubam-nos, fazem-nos carjack, disparam sobre nós. Mas, quando um oficial da policia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a sociedade, vocês chamam-no racista.
Eu tenho orgulho.
Mas vocês chamam-me racista.
Por que razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?

Michael Richards conhecido como Kramer da série televisiva Seinfeld

Recebido por e-mail - I

Limpeza étnica

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.
"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência.
A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala.
Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

Por Mário Crespo

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Entrega de casas e rendimento mínimo - Segurança Social

Assisto a este fenómeno com alguma raiva, e é mesmo raiva, porque tenho de pagar todos os meses a prestação do meu crédito habitação.
Tudo bem que deve haver beneficios para os mais pobres, mas quando vejo que quem as recebe não lhes dá valor e além disso ainda recebe um, dois, três ou mais rendimentos mínimos mensais, pergunto:

E eu???????

E eu, que andei a estudar, a queimar pestanas durante uma data de anos e agora tenho de trabalhar para pagar despesas?

Custa-me, que os meus pais tenham desistido de algumas coisas para me dar uma boa educação, pagar os meus estudos, dar-me condições para ser uma mais valia para o meu país.
Sim, porque o facto de trabalhar considero que seja uma mais valia para o meu país.
E depois vejo esta gente, que teve oportunidade de estudar, mas muitas vezes preferiu faltar às aulas para ir para os copos, passear, ou mesmo roubar e quando são mais velhos vêm pedir rendimentos mínimos.
Deêm-lhe mas é trabalho!!!
Vejo os ciganos, que ao sair das feiras é vê-los com montes de dinheiro no bolso e nem um cêntimo de impostos pagam, e depois têm a lata de vir pedir o rendimento mínimo e a casa porque são muito probrezinhos, coitados.
Eu não quero mais nem menos que os outros, o que quero é viver a minha vida, dou graças à minha família de poder trabalhar e ter saúde para o fazer, e tento fazer com que o país seja um pouco melhor, mas por favor, não me lixem!!!!
Não quero ter de trabalhar para pagar as minhas contas e as casas e os rendimentos mínimos de pessoas que não o merecem.
Eles que comprem casa como eu, que peçam um empréstimo como eu, que paguem Segurança Social e IRS como eu, que desenvolvam um pouco o país em vez de o atrasarem!!

Os portugueses têm de acordar, só espero que não seja tarde...

Tiroteio em Loures

Na semana passada assistimos no telejornal da SIC, primeiro, e depois em todos os telejornais, imagens de um tiroteio entre membros da etnia cigana e etnia negra em Loures.
Todos ficaram chocados com as imagens, todos, excepto os moradores, porque estes estão habituados a cenas um pouco menos impressionantes, mas igualmente perigosas.
Os tiroteios no concelho de Loures, Amadora, Almada e Odivelas, para não dizer outros, são bastante frequentes, de maior ou menor grau, mas bastante frequentes.
E só depois de aparecerem as imagens na televisão é que se deram conta desta anormalidade normal que se vive nos concelhos limítrofes do distrito de Lisboa.
Acordem, porque este problema está a crescer!!!