domingo, 21 de outubro de 2007

Igreja

Falando em fazer alguma coisa para erradicar a pobreza;

Ao deparar-me com esta realidade, lembro-me de no outro dia, na RTP, ver um programa com alguns padres e bispos de Portugal.
Como não sou muito católico não tomei muita atenção ao programa, aliás, lembro-me que houve uma coisa que me chamou a atenção:

- os fios de ouro que cada padre/bispo ostentava. Ouro puro, maciço, ou outro qualquer adjectivo que identifica o ouro.

Estes "senhores" são os primeiros a aderir às causas contra a pobreza, mas são os que ostentam maior riqueza.
Basta ir ao Santuário da Fátima e ver a riqueza que o mesmo apresenta.

Uns kilómetros à frente temos a pobreza no seu maior esplendor, mas a igreja o que faz?, nada, enriquece à custa da fé das pessoas.

É o maior negócio que existe em todo o Mundo e, livre de impostos!!!

Ai se Deus descesse à terra!!!!

2 comentários:

NLivros disse...

Numa reportagem num dias destes e sobre o Santuário de Fátima, referia-se o imenso negócio que são a cera e as velas.

As pessoas levam as velas que colocam num espaço dedicado às mesmas. Aquilo derrete e a cera derretida vai para os caldeirões para ser reaproveitada. Fazem-se novas velas e... voilá, são vendidas.

Sobre a ostentação da igreja católica, agora não é nada com o verificado na idade medieval. Por essas alturas qualquer igreja de qualquer vilarejo era mais rica que o senhor da terra e se abordarmos a Santa Sé... ui, aí até os reis se roiam de inveja.

Bom blog.
Iceman, meu nick.
Miguel Chaíça, teu colega!
;D

Anónimo disse...

Uma pessoa tem bens. Trabalhou para eles. É legítimo doa-los a quem quizer? Claro que sim. Até porque quando os comprou pagou impostos que não são nada baixos. De várias hipóteses, uma é doar a um familiar, amigo, conhecido, etc. Um destino possível é o bem mais tarde ser vendido caso haja uma necessidade. O dinheiro gasta-se, as necessidades voltam e já não há bens. No entanto um comerciante de ouro concerteza teve o seu lucro e as Finanças arrecadaram mais um "IVAzinho". Outra entidade a quem se pode doar é à Igreja. Deve a Igreja vender para tentar acabar com a pobreza? Até concordaria se esse fosse o remédio para irradicar a pobreza. No entanto quanto mais a sociedade civil cuidar de si mais parasitas aparecerão. O dinheiro dos nossos impostos sobre o trabalho, consumo e outros ficam disponiveis para a classe dita "política" fazer propaganda e ilusão. Estádios de futebol para o Euro 2004 que além dos seus custos de construção, exigem manutenção, passou a ser mais um sorvedor dos cofres do Estado, pagos com o nosso contributo para a educação, economia, acção social. Este é apenas um minímo exemplo do generalizada irresponsabilidade que graça no nosso país. Porque deve então a Igreja vender os seus bens para ir substituindo temporáriamente o dever do Estado?
Se a Igreja renovasse a frota automóvel como fazem frequentemente os "nossos governantes", vendendo os tais fios, se organizasse festas no Palácio de Queluz com caterings de luxo como fazem os "nossos políticos", Isso seria chocante e condenável. E nós? Não nos faz impressão a pobreza? Estamos tão amargurados que dispensemos um petisco e uma cerveja no próximo fim-de-semana? A nossa angústia e revolta leva-nos a dispensar a compra de um telemóvel 3G do qual não utilizamos 10% das suas potencialidades por troca de uns sacos de cimento para construir uma instituição social? A facilidade do ataque deve ser substituída pelo nosso exemplo. Depois poderemos condenar o que quizermos. Ou não. A má fé é política. A boa fé é acção.
Quando a Igreja vender os seus bens, alguém os há-de passar a possuir e não será para reverter a favor de pobres. Já agora: quanto custa um bilhete para se admirar uma obra no Prado ou no Louvre?